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Uma volta ao
passado por 60 quilômetros. Tinha gente que parava para ver a caravana de
Crestline, Fairlanes 500 e toda espécie de modelos Ford antigos. A
repórter, dentro de um Fairlane 500, modelo 195, olhava para trás e não
acreditava : a rodovia dos Bandeirantes, em direção à Jundiaí, parecia
uma autoestrada dos anos 50. Que nada! Era apenas mais um passeio
promovido pelo Clube do Ford V-8, que existe desde 85, em São Paulo.
O passeio - apenas mais uma atividade promovida
pelo clube - terminou em Jundiaí, com a reunião de 35 raridades Ford em
uma chácara, e com um recorde: apenas um carro, o Ford conversível 41 de
Jerônimo Kaminski, não agüentou o tranco da viagem. É que no dia
anterior, seu carro enfrentara uma difícil jornada de Curitiba a São
Paulo, para participar do comboio.
Peguei carona neste quase rabo-de-peixe vermelho
e branco de Nelson Ott, o presidente e fundador do clube.
Um velho conhecedor? Velho não : apenas
especialista no assunto: Ott é engenheiro de 29 anos, empregado na Ford
do Brasil, com seu pai( Júlio Ott, que trabalhava no setor de
manutenção da fábrica desde 47). O Fairlane 55 de Nelson talvez seja o
único deste modelo no Brasil. É identificado através do grande
friso de metal que atravessa o teto do carro (este modelo foi importado
para o Brasil apenas em 55 e 56). O painel é inacreditável: rádio push
botton redondo, velocímetro em semicírculo sobre a direção - iluminado
por trás - três marchas, direção hidráulica. Para montá-lo, Nelson
usou dois automóveis do mesmo ano.
E até no item motor , ele deu sorte: o deste
carro, modelo intermediário entre o Falcon e o Galaxie, é idêntico ao
que seria usado neste último, bem mais fácil de ser encontrado.
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